Hoje é o Dia do ANIMAL



Este documento foi apresentado autarca Fernando Reis
na Assembleia de Freguesia de Fernão Ferro, em 27 de Abril de 2007,
e foi aprovado por unanimidade.

Neste dia 4 de Outubro, quando se comemora o DIA MUNDIAL DO ANIMAL, é pertinente a sua divulgação.



CÃES NAS RUAS
SÃO UM ATENTADO À SAÚDE PÚBLIC
A




“A grandeza de uma Nação vê-se pela forma como tratam os seus animais”.
Ghandi




Segundo o decreto-lei n.º312/2003, cães perigosos são aqueles que “devido às características de espécie, comportamento agressivo, tamanho ou potência de mandíbula, possam causar lesão ou morte a pessoas ou outros animais”.

Mas o perigo não vem só dos animais com estas características.

Todos nós sabemos o perigo que constituem para os transeuntes, ciclistas, motociclistas e automobilistas os cães que vagueiam na via pública.

A questão dos cães nas ruas que, efectivamente, constituem um perigo para a saúde pública, é nacional mas em Fernão Ferro, Freguesia do Concelho do Seixal e do Distrito de Setúbal, é extremamente grave.

Contam-se por milhares os cães existentes em Fernão Ferro devido às características urbanísticas da Freguesia que em quase toda a sua área é constituída por vivendas e quintinhas.

Nas suas ruas, muitos destes vagueiam em matilhas.

Atacam pessoas, provocam acidentes, deixam dejectos por onde passam e na procura de alimentos espalham o lixo que se encontra à volta dos contentores.

Apesar dos esforços que a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal têm feito para sensibilizar a população, apesar do canil municipal estar superlotado e ser reconhecido como um dos melhores do País a verdade é que o número de cães nas ruas não pára de aumentar.

E porquê?

Em primeiro lugar devido à falta de civismo dos donos dos animais.
Muitos dos habitantes de Fernão Ferro só vêm a esta Freguesia aos fins-de-semana e durante a sua ausência deixam os animais a vaguearem pelas ruas

Muitos dos cães que os serviços municipais retiram das ruas são depois recuperados pelos donos que voltam novamente a deixar os animais entregues à sua sorte.

É ainda a Fernão Ferro que pessoas sem escrúpulos vêm de todo o lado abandonar os seus animais quando querem ir de férias ou quando já não os conseguem manter nos apartamentos onde vivem ou quando já não precisam deles por estarem feridos ou velhos.

O abandono ou a negligência nos cuidados que os donos dos animais devem ter revela que aqueles não têm amor por estes e, por isso, deviam ser condenados com severidade.

Uma pessoa que abandona um cão ou negligencia o cuidado adequado é uma pessoa irresponsável.

Sem medidas severas e sem fiscalização não se consegue pôr na ordem quem é negligente e põe em perigo a saúde pública.

O respeito pelos outros é um acto de cidadania que tem de ser observado por todos.

Se há países onde não se vê um cão à solta a vaguear pelas ruas porque é que em Portugal isso não acontece?

A resposta é simples:

- Nesses países as leis são simples e fazem-se para serem cumpridas e quem não as cumpre paga caro por isso.

Em Fernão Ferro, a grande quantidade de cães que vagueiam pelas ruas já provocaram muitos danos físicos, acidentes rodoviários, prejuízos materiais e dias de trabalho perdidos.

Por tudo isto, a população exige que se tomem medidas eficazes.

Só elas poderão acabar com mais este perigo na via pública que constitui um autêntico atentado à saúde pública.

No mínimo, é preciso que se faça cumprir a lei.

Este documento foi enviada ao:

Senhor Ministro da Administração Interna
Grupos Parlamentares da Assembleia da República
Senhor Presidente da Câmara Municipal do Seixal - Assembleia Municipal do Seixal
Protecção Civil do Seixal
GNR de Fernão Ferro
Juntas de Freguesias do Concelho do Seixal
Associações de Moradores e Colectividades de Fernão Ferro



ADOPTE UM ANIMAL ABANDONADO








FF aos 04.10.2008







7 comentários:

Mauro Santos disse...

É um assunto pertinente.

Ainda este ano encontrei à porta de casa um cão visivelmente abandonado com problemas de visão e com marcas de um possível atropelamento, trouxe-o para casa e porque já era tarde, deixei-o dormir e alimentei-o, pensado no dia seguinte contactar o canil municipal para virem recolher o pobre animal.

Pois bem, assim o fiz, telefonei para o canil e contei a história do canito tal como acima escrito. Qual não foi o meu espanto quando me responderam-no "ah, metam-no de volta na rua"...como é óbvio tentei contactar o vereador do pelouro responsável, Samuel Cruz, mas sem sucesso.
Decidi ir até ao canil apresentar uma reclamação e assim foi. A verdade é que passado, nem uma hora, o cão foi recolhido pelo canil.

Agora pergunto a mim mesmo, como é possível termos um canil municipal a funcionar desta forma que incita a "voltar a por o cão na rua".
De facto a culpa é dos funcionários, mas tem de haver responsáveis políticos.

Mas comemore-mos o dia do animal da melhor forma, não com grafitis como é o entender da câmara, mas sim com propostas de melhoramento ou mudança das leis para prevenir o abandono de animais.

Aliás este executivo camarário não só comemora o dia do animal com grafitis( o que não bate a bota com a perdigota) mas também permite a destruição de ecossistemas como é o caso conhecido do sapal de corroios, onde está a moral?

Cumprimentos.

fátima disse...

Foi moda ter um cãozinho ou um gatinho,mas nem todos podem ter e com a crise económica agora despejam os animais nas ruas.
É uma crueldade.

M.Celeste disse...

Mais um excelente trabalho do sr.Fernando Reis a demonstrar a sua sensibilidade para os problemas que mais nos afectam.
Mas será que os eleitos do PSD e da CDU não têm nada para apresentar como seu?
Não quero acreditar que estejam na assembleia só para fazerem de corpo presente.
Gostava de conhecer, sobretudo as propostas do PSD, que foi a quem dei o meu voto nas últimas eleições.

J. Silvestre disse...

Compreendo que a secção do canil e gatil da Camara do seixal não queira abater os animais, mas nunca vi a carreta do canil em Fernão Ferro, e acreditem que já vivo aqui hà 10 anos.
Assim claro que eles procriam e cada vez são mais.
Será que os res+ponsáveis não são sensíveis a isto.


Como paralelo gostaria só de fazer um pequeno reparo, ainda este verão estive em casa de um sobrinho meu na Suiça, dei uma voltinha pelo pais para conhecer e não vi em lado nenhum um, cão que não fosse atrelado ao dono e mais, o esterco era apanhado com um saco de pl´´astico pelo dono, em Portugal a MERDA abunda nos passeios.
Ou a culpa é dos donos que enviam os animais à rua para estercar ou é dos respon´sveis da camara que não deteem os anim ais vádios.
Na minha opinião a culpa é dos dois, mas com acrescimo de responsabilidade para a camaraq.

Zé Augusto disse...

Olá que bela pose,só tenho pena de não ser cão.

Esta imagem faz-me lembrar aquela estória do caçador e do leão, só que aqui o caçador é o responsável por este alarme social...

Miguel disse...

A responsabilidade destas situações terceiro mundistas cabe aos Municipios.
No Seixal, não se abatem anaimais, até ai estou de acordo, mas não posso deixar de criticar a multiplicação dos bichos através do seu instito sexual e da preservação da raça.
Ai o Municipio do Seixal tem sido conivente e a sua politica é nula.
Aliás essa politica não existe, e os responsáveis não são sensiveis às questões de segurança e saude publica.

Fernando Reis disse...

ALARME SOCIAL...
Pessoas mordidas,acidentes rodoviários provocados pelos cães, cães que são causadores de pragas de carraças...
Então não é caso para alarme social?

É preciso alertar os responsáveis para minorar esta tragédia provocada pela falta de civismo.

E conto uma história que comigo se passou:

Há dois anos atrás,alertei os respectivos serviços camarários para o excesso de cães na rua.

Fi-lo depois de saber quanto já era grande o número de casos de pessoas vítimas destes animais.

Eu próprio, que gosto de andar de bicicleta, deixei de o fazer depois de ter sido derrubado 4 vezes por estes animais, a última das quais levou-me ao hospital e obrigou-me a baixa médica.

Quando o médico veterinário me perguntou sobre o número de animais que calculava haver só junto à rua onde moro, avancei com um número baixo que rondava os 7, 8 animais.

Depois de terem cumprido com o seu trabalho o referido médico , num gesto de grande amabilidade, telefonou-me para me perguntar o seguinte:
-Quantos animais é que tinha dito que vagueavam aí pelas proximidades da sua rua?

Confesso que pensei que ía passar por mentiroso pois acreditei que tinham vindo ao local e não encontraram nenhum animal.

Voltei a referi os mesmos 7, 8 que já tinha referido anteriormente.

Responde-me o médico:
-Fique sabendo que metemos treze na carrinha e ficaram outros tantos porque já não havia espaço para mais.

Esta questão é uma questão que não é, infelizmente, um "exclusivo" da Freguesia ou até do Concelho.

É um problema nacional devido ao défice cultural que ainda se verifica na nossa sociedade.

É justo referir também que o Departamento Médico Veterinário da CMSeixal que é supervisionado pelo meu camarada Samuel Cruz tem feito um excelente trabalho que aliás tem merecido o reconhecimento público de diversas entidades ligadas a Associações de Animais.

Em Portugal, o concelho do Seixal, é até um dos poucos que merece essa distinção.

Já agora caro J.Augusto se reparou, o documento da minha autoria, apresentado pela bancada do PS,e agora aqui divulgado neste blog,mereceu na Assembleia de Freguesia de Fernão Ferro a provação unânime.

Atentamente,